sábado, 6 de julho de 2013

Parabéns Portas

Uma coligação, seja ela política ou marital, implica sempre conjugação de esforços, vontades e anseios. Pelo que tenho lido, o líder da coligação e o ex-ministro das finanças foram, durante o tempo que este governo já leva, impondo sempre a sua vontade fazendo orelhas mocas às opiniões e convicções (esteja ou não de acordo com elas) do CDS. A bem da verdade diga-se que mesmo dentro do PSD havia quem contestasse a política cega do “cobra mais impostos e corta mais despesa” seguido pelo governo ao invés da aposta no crescimento económico. Com a nomeação da nova ministra das finanças e aparente “mais do mesmo” que se seguiria, deveria o CDS manter-se obediente apenas para segurar o governo? Isto só daqueles que pensam que num casamento a esposa existe para obedecer, sem vontade própria e esta, por sua vez, não abandona o casamento para manter as aparências ou porque não tem para onde ir. A questão que é moda criticar-se agora é o “irrevogável”. Pelos vistos houve uma falha de palavra e ai Jesus que isso é um sacrilégio. Não é a minha opinião. Seria falha de palavra regressar nas mesmas condições mas, ao que parece, o regresso é em condições totalmente diferentes. Pelo que li, saliento: Uma ministra das finanças com poderes diminuídos ao contrário da omnipotência anterior; Um negociador politico com a Troika ao contrário do tecnocrata anterior; Uma maior aposta no crescimento económico. Assim sendo será que houve falha de palavra ? A mim parece-me antes o marido abandonado que, para ver regressar a esposa ao lar que abandonou, passa a cozinhar, lavar a loiça e despejar o lixo enquanto a mulher está na novela. Mas é sempre assim…a mentalidade e incoerência que temos. A mulher que no seu casamento não vê as suas opiniões, vontades e anseios ouvidos é criticada porque aguenta em nome da estabilidade (filhos) ou é criticada porque abandona os filhos. Goste ou não da personagem (Portas) a verdade é que é o único político remanescente da revolução. Os outros são todos uns meninos.

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